sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O INFINITO E O FINITO: Uma oração puritana

TU, GRANDE EU SOU,
Enche minha mente com a elevação e grandiosidade de pensamento de um Ser para quem um dia é como mil anos, e mil anos como um dia, O Deus poderoso que transpõe o tempo, e a queda dos impérios, sem sofrer qualquer variação, sendo glorioso em imortalidade.
Regozijo-me porque enquanto os homens morrem o Senhor vive; porque enquanto todas as criaturas são caniços quebrados, cisternas rotas, flores murchas, relva seca, ele é a rocha eterna, a fonte de águas vivas.
Livra meu coração da vaidade, da insatisfação, das incertezas da vida presente, para um interesse pelo que é eterno em Cristo.
Faz-me relembrar que a vida é curta e imprevisível, e é somente uma oportunidade de servir; Dá-me uma santa avareza para remir o tempo, para despertar a cada chamado da caridade e piedade, de modo que eu possa alimentar o faminto, vestir o desnudo, instruir o ignorante, recuperar o viciado, perdoar o ofensor, difundir o evangelho,mostrar amor fraternal a todos. Faz-me viver uma vida sem presunção, na tua dependência, em mortificação, crucificação e oração.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions
,
organizado por Arthur Bennett, p.104.

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